segunda-feira, 14 de julho de 2014

Desastre Emocional

A porra da pergunta martela ininterruptamente minha cabeça: Como pode um estranho atravessar meu caminho e, em questão de horas, virar tudo de cabeça para baixo, como um furacão, desordenando toda a ordem pré estabelecida e deixando me nu e desabrigado dentro de mim mesmo? Que poderes tem tal criatura que , através de um par de olhos mais azuis que uma lagoa, me envolveu, me seduziu e depois disse me:
-Não mais. Desculpa. Obrigado.
Em meio a este cataclisma, imagino- o em situação oposta a que eu me encontro neste exato momento, tentando através de porcas linhas exprimir minha tristeza e minha decepção.
Aparentemente, nada em sua vida mudou. Porém eu, tento me reerguer e superar a dor causada pela desilusão.
Tenho tentado de tudo. Música, meditação, dormir, ficar acordado, chorar, gargalhar, comer muito, não comer, me entorpecer...
Me entorpecer na tentativa desesperada de desintoxicar meu corpo e minha alma que carregam o seu veneno que me consome nos últimos dias.
Tudo em vão!
A dor no peito incomoda.  Sufoca. Me enlouquece. Tortura.
A dor e a loucura de saber, que apesar de todo o sofrimento, não terei você.

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