Vamos sair daqui
Não quero mais ficar
Vamos embora
E em nosso mundo nos isolar
Quando chegarmos
Tire a roupa
Ficarei nu
Me abrace forte
Beije minha nuca...
Vamos fechar as janelas
Trancar as portas
Seremos você e eu
Faremos o que der na telha
Com um sorriso de orelha a orelha
Olho no olho
E com o enroscar de nossos corpos
Nos amar
Expellere
segunda-feira, 21 de julho de 2014
?
Ando no vale da interrogação, onde nada sei e nada sou.
Busco respostas, soluções. Só vejo interrogações.
Percorro o labirinto da duvida, do talvez, da incerteza de minha existência.
Preciso de respostas. Minha vida implora respostas.
Preciso encontrar.
Onde estará a resolução dos meus anseios e das minhas angustias?
Meu desejo é solucionar este conjunto de equações que preciso responder para ser feliz.
Calcular a potência da minha impotência, achar a raiz quadrada dos meus defeitos, subtrair meus desesperos e somar um pouco de esperança onde hoje paira a indecisão.
Busco respostas, soluções. Só vejo interrogações.
Percorro o labirinto da duvida, do talvez, da incerteza de minha existência.
Preciso de respostas. Minha vida implora respostas.
Preciso encontrar.
Onde estará a resolução dos meus anseios e das minhas angustias?
Meu desejo é solucionar este conjunto de equações que preciso responder para ser feliz.
Calcular a potência da minha impotência, achar a raiz quadrada dos meus defeitos, subtrair meus desesperos e somar um pouco de esperança onde hoje paira a indecisão.
Despedida
Vá! Siga em frente!
Por mais que isto me aflija e me faça penar, vá embora.
Por tudo aquilo que considero mais valioso em minha vida, prefiro que siga feliz, a ficar descontente.
Tentarei compreender.
Sei que lembranças me atormentarão, mas sei que um dia elas me deixaram assim como você me deixou.
Sei também que devemos deixar partir aqueles que amamos porque se for recíproco, ele voltará para os nossos braços.
Os motivos, apesar de especulações , não sei ao certo. Mas que, independentemente disto, vá e seja feliz.
Ficarei aqui sentado, contemplando seu contorno se dissipar no horizonte, até desaparecer.
Por mais que não volte, tenho certeza de que fiz aquilo que era mais prudente. Não devemos causar sofrimento àquele que amamos.
Amar é deixar livre para que se possa decidir e fazer aquilo que nos convém e nos faz feliz.
Adeus.
Por mais que isto me aflija e me faça penar, vá embora.
Por tudo aquilo que considero mais valioso em minha vida, prefiro que siga feliz, a ficar descontente.
Tentarei compreender.
Sei que lembranças me atormentarão, mas sei que um dia elas me deixaram assim como você me deixou.
Sei também que devemos deixar partir aqueles que amamos porque se for recíproco, ele voltará para os nossos braços.
Os motivos, apesar de especulações , não sei ao certo. Mas que, independentemente disto, vá e seja feliz.
Ficarei aqui sentado, contemplando seu contorno se dissipar no horizonte, até desaparecer.
Por mais que não volte, tenho certeza de que fiz aquilo que era mais prudente. Não devemos causar sofrimento àquele que amamos.
Amar é deixar livre para que se possa decidir e fazer aquilo que nos convém e nos faz feliz.
Adeus.
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Homo Solitarium
Lembranças machucam. Ainda dói.
Não sei o que faço. Estou desorientado.
Tomei dipirona. Acho que não resolveu. Talvez com whisky, vodka, chumbinho...
Desespero. Pensamentos acelerados. Assuntos entrecortados. Flashes.
No rádio, uma canção de amor. De dor.
Minha dor. Minhas feridas. Minhas escáras.
O suplício de estar sozinho. Suplico a Deus.
Parece que se esqueceu de mim. Esqueceram de mim.
Maldita indiferença. Estou tomado pelo inconformismo.
Ando no piloto automático. Anestesiado. Sedado.
Sou um zumbi vagando de um lado para o outro. Não chego a lugar algum.
Pra quê? Porque... Não faz sentido. Nada resolverá.
Vasculhei sua vida. Eu não estava lá.
Só queria ser o seu menino que com um girassol amarelo, no primeiro sábado de inverno, ao seu lado estaria a caminhar.
Fui rejeitado. Negado. Dispensado.
Sem intenção. Qual a razão então?
Estou no chão imundo da cozinha, chafurdando em minha lama de ódio e rancor.
Estou à deriva.
Estou só.
Não sei o que faço. Estou desorientado.
Tomei dipirona. Acho que não resolveu. Talvez com whisky, vodka, chumbinho...
Desespero. Pensamentos acelerados. Assuntos entrecortados. Flashes.
No rádio, uma canção de amor. De dor.
Minha dor. Minhas feridas. Minhas escáras.
O suplício de estar sozinho. Suplico a Deus.
Parece que se esqueceu de mim. Esqueceram de mim.
Maldita indiferença. Estou tomado pelo inconformismo.
Ando no piloto automático. Anestesiado. Sedado.
Sou um zumbi vagando de um lado para o outro. Não chego a lugar algum.
Pra quê? Porque... Não faz sentido. Nada resolverá.
Vasculhei sua vida. Eu não estava lá.
Só queria ser o seu menino que com um girassol amarelo, no primeiro sábado de inverno, ao seu lado estaria a caminhar.
Fui rejeitado. Negado. Dispensado.
Sem intenção. Qual a razão então?
Estou no chão imundo da cozinha, chafurdando em minha lama de ódio e rancor.
Estou à deriva.
Estou só.
quarta-feira, 16 de julho de 2014
(In) Dependência
Ouvia falar de você. Tínhamos amigos em comum, mas não havíamos sido apresentados.
De tanto ouvir sobre você, quis, de uma forma ou de outra, te conhecer.
Num primeiro momento, não achei nada demais, não era tudo aquilo que comentavam; pensei.
Pouco tempo depois, nos esbarramos em um bar. Começamos a conversar. Fiquei eufórico. A cada minuto, sentia meu coração acelerar. Minha boca secava. Me apaixonei.
Começamos a nos ver. Saíamos. Nos divertíamos. Você me completava. Me preenchia. Me viciava.
Nos envolvemos profundamente.
Como toda relação, tinhamos momentos bons e ruins. Rompimentos e reconciliações.
Houve momentos em que enlouquecia na ânsia de te ver. Outros, onde não queria imaginar sua cara, seu cheiro... Tinha náuseas.
Mas sabia que não poderia mais viver sem você. Era tudo que tinha. E o resto era o nada. O abismo.
Por você fiz coisas que hoje lembro e penso, como tive coragem de ir tão fundo e me rebaixar por alguém como você.
Abandonei amigos. Esqueci da minha própria família. Esqueci de mim. Me humilhei.
Deixei de existir para você viver. Parasita.
Em troca, acabou com tudo (ou o pouco) que eu tinha de bom, de saudável. Destruiu tudo o que eu sonhava. Pisou em cima de tudo que eu acreditava.
Fui ao fundo do poço.
Quando se atinge o fundo, em seu limite mais baixo, não temos mais para onde ir. O unico jeito é emergir.
Qualquer coisa que se tenha após chegar ao fundo, é um pouco de felicidade.
Hoje não quero mais você. Te odeio. Te desprezo com todas as forças que ainda me restam.
Você me enoja.
Cansei. Não entrarei mais na sua de só mais uma vez. Acabou.
Estou recobrando minha memória. Agora luto para me reconstruir.
É difícil, mas estou aprendendo a viver novamente.
Ainda não ando. Engatinho.
Não preciso de ninguém. Não preciso de você.
De tanto ouvir sobre você, quis, de uma forma ou de outra, te conhecer.
Num primeiro momento, não achei nada demais, não era tudo aquilo que comentavam; pensei.
Pouco tempo depois, nos esbarramos em um bar. Começamos a conversar. Fiquei eufórico. A cada minuto, sentia meu coração acelerar. Minha boca secava. Me apaixonei.
Começamos a nos ver. Saíamos. Nos divertíamos. Você me completava. Me preenchia. Me viciava.
Nos envolvemos profundamente.
Como toda relação, tinhamos momentos bons e ruins. Rompimentos e reconciliações.
Houve momentos em que enlouquecia na ânsia de te ver. Outros, onde não queria imaginar sua cara, seu cheiro... Tinha náuseas.
Mas sabia que não poderia mais viver sem você. Era tudo que tinha. E o resto era o nada. O abismo.
Por você fiz coisas que hoje lembro e penso, como tive coragem de ir tão fundo e me rebaixar por alguém como você.
Abandonei amigos. Esqueci da minha própria família. Esqueci de mim. Me humilhei.
Deixei de existir para você viver. Parasita.
Em troca, acabou com tudo (ou o pouco) que eu tinha de bom, de saudável. Destruiu tudo o que eu sonhava. Pisou em cima de tudo que eu acreditava.
Fui ao fundo do poço.
Quando se atinge o fundo, em seu limite mais baixo, não temos mais para onde ir. O unico jeito é emergir.
Qualquer coisa que se tenha após chegar ao fundo, é um pouco de felicidade.
Hoje não quero mais você. Te odeio. Te desprezo com todas as forças que ainda me restam.
Você me enoja.
Cansei. Não entrarei mais na sua de só mais uma vez. Acabou.
Estou recobrando minha memória. Agora luto para me reconstruir.
É difícil, mas estou aprendendo a viver novamente.
Ainda não ando. Engatinho.
Não preciso de ninguém. Não preciso de você.
terça-feira, 15 de julho de 2014
A Espera
Acordo perdido. Assustado.
Era pesadelo ou foi real? Bebi sangue.
As sombras da noite ainda pairam pelas paredes do meu quarto. Me assombram.
Salto da cama e, como quem busca um café forte para despertar, busco um sentido para seguir.
Abro os e-mails, leio o jornal, ligo a tv, ouço o vizinho reclamar... Nenhuma resposta.
Estou sem sinal. Incomunicável.
Enclausurado em minha própria prisão. Cercado de muros levantados com minhas dúvidas, meus medos, meus anseios...
Embaixo dos escombros, encoberto pelas minhas decepções e frustrações, aguardo o resgate.
Será que serei salvo? Alguém se lembra de mim? Notaram minha ausência?
A única possibilidade real é aguardar.
Li meu signo. A previsão: Tenha calma.
Era pesadelo ou foi real? Bebi sangue.
As sombras da noite ainda pairam pelas paredes do meu quarto. Me assombram.
Salto da cama e, como quem busca um café forte para despertar, busco um sentido para seguir.
Abro os e-mails, leio o jornal, ligo a tv, ouço o vizinho reclamar... Nenhuma resposta.
Estou sem sinal. Incomunicável.
Enclausurado em minha própria prisão. Cercado de muros levantados com minhas dúvidas, meus medos, meus anseios...
Embaixo dos escombros, encoberto pelas minhas decepções e frustrações, aguardo o resgate.
Será que serei salvo? Alguém se lembra de mim? Notaram minha ausência?
A única possibilidade real é aguardar.
Li meu signo. A previsão: Tenha calma.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
A Culpa é Sua
Não ao acaso nossos caminhos se cruzaram.
Não mesmo! Não foi a esmo que nos conhecemos, que conheci você.
Me exorcisei, me libertei. Provei do despudor de não sentir vergonha alguma, de nada, de coisa nenhuma. Mas sofri. Chorei. Implorei.
Agora navego em um lago feito de poucas memórias sublimes e cintilantes que perdurarão em minha mente. Eternamente.
Seus olhos brilhantes, seu cabelo liso, sua pele pálida grudada na minha, sua boca que mesmo imóvel parecia sempre me dizer: Me beije...
Como disse Fernanda Porto, "o cheiro de pescoço encostado...'' Um amor errado?
Você foi um Big Bang que explodiu minha vida inerte com uma profusão de sentimentos nobres e sensações jamais experimentada pela minha pobre alma. E com a rapidez de um meteóro prestes a colidir com a Terra, entrou e saiu.
Restou a lembrança. Mas não foi só isso.
Há algo de mais valioso neste drama passional, platônico e de estética piegas.
Sinto me renovado. Sinto me um pouco mais forte do que fui ontem. Sinto me preparado para recomeçar tudo de novo mas, vivenciar uma nova história, deletando todos os erros ocorridos anteriormente.
Tudo, porque você surgiu como uma estrela reluzente, me ofuscando e me envolvendo com seu brilho.
Minha estrela guia. Apontando para mim a direção certa. O meu norte. E talvez outros pontos cardeais que só passei a enxergar depois que nossos caminhos se trombaram.
Mesmo sem você presente, mesmo sem você por perto, mesmo sem você comigo, você será minha estrela. E é tudo culpa sua.
Não mesmo! Não foi a esmo que nos conhecemos, que conheci você.
Me exorcisei, me libertei. Provei do despudor de não sentir vergonha alguma, de nada, de coisa nenhuma. Mas sofri. Chorei. Implorei.
Agora navego em um lago feito de poucas memórias sublimes e cintilantes que perdurarão em minha mente. Eternamente.
Seus olhos brilhantes, seu cabelo liso, sua pele pálida grudada na minha, sua boca que mesmo imóvel parecia sempre me dizer: Me beije...
Como disse Fernanda Porto, "o cheiro de pescoço encostado...'' Um amor errado?
Você foi um Big Bang que explodiu minha vida inerte com uma profusão de sentimentos nobres e sensações jamais experimentada pela minha pobre alma. E com a rapidez de um meteóro prestes a colidir com a Terra, entrou e saiu.
Restou a lembrança. Mas não foi só isso.
Há algo de mais valioso neste drama passional, platônico e de estética piegas.
Sinto me renovado. Sinto me um pouco mais forte do que fui ontem. Sinto me preparado para recomeçar tudo de novo mas, vivenciar uma nova história, deletando todos os erros ocorridos anteriormente.
Tudo, porque você surgiu como uma estrela reluzente, me ofuscando e me envolvendo com seu brilho.
Minha estrela guia. Apontando para mim a direção certa. O meu norte. E talvez outros pontos cardeais que só passei a enxergar depois que nossos caminhos se trombaram.
Mesmo sem você presente, mesmo sem você por perto, mesmo sem você comigo, você será minha estrela. E é tudo culpa sua.
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