Não ao acaso nossos caminhos se cruzaram.
Não mesmo! Não foi a esmo que nos conhecemos, que conheci você.
Me exorcisei, me libertei. Provei do despudor de não sentir vergonha alguma, de nada, de coisa nenhuma. Mas sofri. Chorei. Implorei.
Agora navego em um lago feito de poucas memórias sublimes e cintilantes que perdurarão em minha mente. Eternamente.
Seus olhos brilhantes, seu cabelo liso, sua pele pálida grudada na minha, sua boca que mesmo imóvel parecia sempre me dizer: Me beije...
Como disse Fernanda Porto, "o cheiro de pescoço encostado...'' Um amor errado?
Você foi um Big Bang que explodiu minha vida inerte com uma profusão de sentimentos nobres e sensações jamais experimentada pela minha pobre alma. E com a rapidez de um meteóro prestes a colidir com a Terra, entrou e saiu.
Restou a lembrança. Mas não foi só isso.
Há algo de mais valioso neste drama passional, platônico e de estética piegas.
Sinto me renovado. Sinto me um pouco mais forte do que fui ontem. Sinto me preparado para recomeçar tudo de novo mas, vivenciar uma nova história, deletando todos os erros ocorridos anteriormente.
Tudo, porque você surgiu como uma estrela reluzente, me ofuscando e me envolvendo com seu brilho.
Minha estrela guia. Apontando para mim a direção certa. O meu norte. E talvez outros pontos cardeais que só passei a enxergar depois que nossos caminhos se trombaram.
Mesmo sem você presente, mesmo sem você por perto, mesmo sem você comigo, você será minha estrela. E é tudo culpa sua.
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